quinta-feira, novembro 10, 2005

Especial!

domingo, novembro 06, 2005

Temos de nos habituar a viver! Custa, depois de tanto tempo habituados a outras velocidades, a outros caminhos! A vida por si, tem em nós uma de multiplas extensões, que nós porque pesnamos achamos mais lúcido que outras formas. Transformamos o pensar naquilo que melhor nos define e nos auxilia ao conforto, à energia... enfim ... à melhor forma de adaptação! Agora a abissal renovação vem do empenhamento que representa habituarmos-nos a viver sem pensar! Não para contrariar a nossa natureza pensante, mas, para permitir que nossa vastidão sentimental se desfragmente e assim que as nossas acções possam ser emocionais, sentidas! Sem que o que está para trás atrapalhe, nem o que está para a frente flutue em indefinições e incompridos compromissos. Podemos perguntar-nos se não será irreal viver sem pensar ou mesmo impossível? É! Peremptoriamente, é! Aquilo que procuramos não pode cair no absurdo de um purismo emocional ou de um raciocinio impolut0. Ou que nos angustia não passa por aí, transporta-se daquilo que deixamos de viver porque pensando-o já o sentimos, e, encontra-se com aquilo que vivemos minado pelo que pensamos, projectamos ou, tão ingénuamente, imaginamos! Se deixamos a vida fluir não nos podemos queixar! Se a dominamos ela nada mais é que um espelho de nós! Felizes aqueles que acreditam que algo lhes reserva um futuro e, protegidos, se desenvolvem e procriam! Certos dessa abundância de graça escapam por algum tempo a esta triste responsabilidade, quase divina, de decidir sobre a sua vida e da dos outros! Tudo isto por um conta kilometros em cima de um muro: deslocado, à espera de uma nova definição mas sem consciência disso, velho, com história, mas sem certeza disso! Assim, como nós em cima do muro... mas sem consciência disso! Aguardo-vos... consciente disso!

terça-feira, novembro 01, 2005

outono


Pela cor, parece-nos sempre que o outono é indefinido: nem vermelho, nem amarelo... ali num castanho onde cabe tudo! e cabe mesmo! cabem as angústias de quem sabia que o ano escolar ia começar, a alegria de poder usar os blusões novos e, melhor ainda, o extâse de quem gosta destes tons terra, uns acastanhados densos que invariavelmente nos recordam a transição, num telúrico movimento. Pois o Outono, nao é Verão nem Inverno. È tão simplesmente como quem nao pode ser outra coisa! Castanho! Vivo! Leve! Assim como as folhas que caem porque têm um peso maior que a sua força, o outuno passa entre o amarelo intenso da luz do sol e o excessivo vermelho do lume ou da roupa do pai natal.
O outono é por natureza, uma estação da natureza! É (talvez!) a estação que mais nos intriga pois sem o rasgo duma primavera é pelo que tem de transitório, a estação mais moderna, ou pós-moderna, que observamos: a cada instante a mudança, o inusitado; a morte que traz a vida e daí por todo lado se ver aquele pródigo semear para mais tarde acolher; aquela constante adaptação ao que parte e não volta, ao que quer ficar e não pode, ao que resta sem alternativa, aquilo que sabendo da ausência se eterniza em ciclos! Se mais não pudessemos compreender da natureza, daquela que nos é exterior, saudávamos estes exemplo de tolerância, de paciência, de ruptura. Aprendíamos a esperar e a dar à Vida aquele tempo que teimamos em querer para nós sem perceber que afinal nao estamos aqui sozinhos!
Depois continuo!

sábado, outubro 15, 2005

A massagem


recta no ar, a cana de pesca, surge firme de propósitos. num balanço rígido se solta, deixando que a linha conductora, ao sair de si, lhe dê mais uma vez significado. e ali fica, num atarefado movimento.

mas agora... descansa! poisada sobre o molhe! inclinada, luminosa de um sol quente e único que nos recolhe antes de África.
memórias de um tempo são, de um descanso animado, cansado... cheio de gente, de risos, de múltiplos sons.
na barra, no estreito horizonte diluído em cada encontro de sal e doce. a cada peixe!
mais que fotos, tudo o que inspira esta visão oblíqua, me surge como uma massagem... nesta musculosa memória que sempre que exercito... sorrio de saudade!

segunda-feira, outubro 10, 2005

O caminho

Parabéns! Ainda bem que fazes anos e mais uma vez te cumprimento com afecto e muita expectativa! É nesse abraço que tarda pela distância ou nessa maluqueira tão querida que se atrasa porque o tempo demora, que nos saudamos! E em prolongamento com o imenso do mar ou o multiplicado das areias ajeitamos os chinelos ao lado daqueles que vão chegando à nossa vida. Chegam em bando, chegam com barulho, mexem, desarrumam, comem! Mas... ficam! Vão ficando! Assim arrumadinhos uns ao lado dos outros. Nessa confusa areia onde tudo fica marcado e a que chamamos vida, seguem-se os anos como as ondas... repetidas, certas, agitadas sem que por isso a sua beleza se rompa. A cada chegada à areia o som! e a cor que só quem faz possui! Cada aniversário possui o seu aniversariante!
E hoje é o teu dia! FELIZ ano novo! E como diria o poeta caminante no ya camino se hace camino al andar resta-me nao dizer mais. Só lembrar que ... os amigos trazem sempre uns chinelos para andar connosco!!!
Bom ano!

segunda-feira, outubro 03, 2005

Quadricula azul


uma gaivota
tanto céu
e ela poisada nem pequeno quadrado! enfim... cada um escolhe o que pode!

sexta-feira, setembro 30, 2005

pelo contrário


Não conseguimos ficar indiferentes ao ver uma fotografia de gatos! Podemos pensar que eles são o melhor exemplo da domesticação animal que o Homem fez, deixando para trás o cavalo ou o papagaio. Sem grandes apelos lá vai a nossa imaginação para toda aquela altivez e desapego com que eles nos invejam. Parecem senhores de si dotados de consciência do que querem e do impacto que causam. Um gato controla (e eu quero acreditar que inconscientemente!) os afectos de quem lhe dá a comida da mesma forma eficaz com que controla quem ele quer que lhe dê a papinha. Tudo com aquela bonomia de quem deixa, de quem, podendo, nos faz um favor. E. se calhar, sim!
Quem não se deixa fascinar por um felino! Por toda aquela imponência sanguinária! Por tudo aquilo que tem de ser, próprio dos carnívoros: comem as pobres das gazelas por tem de ser, as zebras iden, o que se mexer por contingência da cadeia alimentar... Enfim! E é desta filiação de desresponsabilidade que resultam os nossos gatos! Estes felinitos modernos! Herdeiros do "tem de ser" percebem claramente (porque comportamento generalizado!) onde se podem alimentar bem! Mas mais que isso: como foram domesticados pelo humanos, até ver, adoptaram também para a sua espécie a ideia de carência afectiva que, à semelhança da alimentar, pode ser suprida sem grandes investimentos pelos humanos!
E entre a raiva e o respeito, entre a adoração e o abandono lá se passeiam por entre os seus móveis que estão nas nossas casas, lá nos brindam com os seus afectos depois da nossa súplica... enfim lá existem! Lá se fazem notar! Lá nos aceitam!

quarta-feira, setembro 28, 2005

É com expectativa que olhamos para as velas! Desde cedo treinamos os nossos sentidos, os estéticos e os de posse, para ligarem as velas com as coisas boas. Seja pelo aniversário, seja pelo romantismo... ou fosse por toda a brincadeirinha que a imaginação permitia e a parcimónia dos mais velhos abençoava, das faltas de elestricidade. As velas são nossas, temos de memória ou de fantasia algo que passa por uma vela. De preferência muitas! Para vermos melhor! Agora três é o perfeito: um, dois, três! Não é a luz imensa, aglomerado de claridade! São as velas que aqui deixo que se acedenram para saudar e uma se guardou para apresentar mais que o passado e o que temos... aquilo que esperamos: um tempo! Luminoso e tranquilo! Assim guardado na foto e levado de ideia em ideia!
beijos

terça-feira, setembro 27, 2005

assim como os quadros: sem título

Resta-nos o gosto pelo objecto! e a memória daquilo que nos garantia a liberdade e a expressão1
beijocas

quarta-feira, setembro 21, 2005

um feliz encontro!


(...) multipliquei-me para me sentir,
para me sentir, precisei sentir tudo,
transbordei, nao fiz senão extravasar-me,
despi-me entreguei-me,
e há em cada canto da minha alma um altar a um deus diferente.

Os braços de todos os atletas apertaram-me subitamente feminino,
e eu só de pensar nisso desmaiei entre músculos supostos.

foram dados na minha boca os beijos de todos os encontros,
acenaram no meu coração os lenços de todas as despedidas,
todos os chamamentos obscenos de gestos e olhares (...)

Álvaro de Campos

Hoje dá-se o descanso a todos aqueles que, por sorte ou por opção, estão nas terras da beira!
Feliz encontro este do tempo e das vontades!
E acontece que, por ter tempo, me dei conta da importância que ele tem. Ele como que um deus, que a tudo preside e assiste. Que condiciona tudo e se transforma em tudo! Hoje, por o ter recebido de graça, apeteceu-me ir à procura, como que no movimento contrário ao que o pp tempo faz. Fui encontrá-lo num livro, transcrevi um excerto e pensei no tempo. Pensei em todas as pessoas que hoje sentiram o tempo a chegar, a tornar-se um referencial. Seja porque fazem anos, porque nao têm nada para fazer ou o simples fazer se considera um perda de tempo. Todas elas se puseram à frente do tempo e o pensaram fazendo chegar na forma e no momento em que quiseram. E a isso se chama ter tempo! E isso pesa tanto! E, como Álvaro de Campos, procuramos beijos e extâses para lhe dar vida. Porque o tempo, sem precisar de nós para passar, precisa das nossas marcações, da nossa alegria, desta vontade de o sentir passar e desafiá-lo a ficar connosco! Porque o tempo em nós não passa... acumula-se! Ficamos com as pessoas, lugares, viagens, amores que... tendo tido a sua altura... nos retiram da nossa!
Aguardo-vos para darmos tempo ao nosso tempo que se multiplica sempre que uma boa recordação ou um acaso surpreendido nos faz voltar lá!
Até já!

segunda-feira, setembro 19, 2005


Achei!!!
Finalmente depois de uma espeleologia informática aprofundada consegui!! E com o prometido título "espremo-te a osga para os olhos" faço o post, que, à semelhança do seu antepassado Post.it, serve exactamente para assinalar aquilo que achamos digno desse registo.
E, como não podia deixar de ser, aos primeiros a importância que lhes é devida. É preciso ter pachorra e... tempo! Vai ser muito bom blogar convosco!
Espremo.te uma osga para os olhos!
Pode não ser o título mais doce para abrir mas é com certeza apelativo. Possuidores que somos destas novas técnicas de chamar a atenção: é melhor começar com sangue. Não propriamente o da osga porque, coitadinha, acho que não tem! Nem quente nem frio! Mas deve ter lá alguma coisa dentro senão a ameaça não é real! E não pode ser em vão que se constrange uma pessoa sob a ameaça da osga espremida. No entanto penso que aquele liquido viscoso e putrido que dá vida à osga deva ser bastante mais repelente que o sangue. E aí sim! É poderoso imaginar alguem com dedinhos pequeninos e lisinhos, a caçar uma osga sadina... e depois a atrair para si a vítima e num golpe lento e bem pensado, deitar a vitima e delicadamente por-lhe o pé em cima da cabeça, escacarar-lhe o olho e com a mão disponivel massacrar o pequeno bicho, que apesar de tudo, nao tem culpa de nada! Ai sim! Espremo.te uma osga para os olhos tem poder efectivo e amedronta qq um. Tens razão! Mas !!!! eu tenho a solução! O antidoto imagético para o mal! E como uma imagem resumiria bem tudo aquilo que acabo de dizer, poupo-vos e envio o salvador!
Um beijo

quinta-feira, setembro 15, 2005

Inóxio: Que não é nocivo nem prejudicial; que não causa dano, inofensivo.

Será verdade???

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